Luiz Horta faz paralelo entre a bebida e os vinhos e sugere harmonizações com carnes e frutos do mar

Muito além da bebida para acompanhar os bolos e biscoitos da tarde, as inúmeras variedades de chá apresentam diversas possibilidades de harmonizações à mesa. Foi isso que mostrou o jornalista e colunista da Ela Revista Luiz Horta durante bate-papo no Shopping Leblon, parte de uma série de encontros em comemoração ao lançamento da publicação:

– Estamos acostumados a pensar as harmonizações à mesa somente entre vinhos e comida, mas há um universo amplo de outros líquidos interessantes, cada vez mais frequentes nas propostas dos melhores sommeliers do mundo. Cervejas especiais, destilados como os uísques single malt e, claro, os chás.

A seguir, Horta lista cinco chás e seus paralelos com os vinhos:

1) Gosta de um sabor mais festivo e acidinho como aperitivo? Beba um oolong, chá semi fermentado de Formosa. Parece um Riesling, combina bem com carnes brancas.

2) Para acompanhar umas vieiras gratinadas, sugiro um genmaicha japonês, que tem pipoquinhas de arroz misturadas ao chá verde e dá um sabor tostado parecido a um Chardonnay na madeira.

3) Carne assada com molho denso? Beba um lapsang souchong, chá muito defumado chinês, que enfrenta os sabores como um Cabernet Sauvignon encorpado.

4) O matchá, verdinho e com gosto inconfundível de grama recém cortada e leve picância, fica ótimo com tortas cremosas e pode virar sorvete, pois é bastante usado na culinária.

5) E para terminar, um pu-erh safrado (estes chás longamente fermentados têm ano de safra como os vinhos e envelhecem bem, ganhando complexidades aromáticas e no paladar), que acompanha bem os chocolates, quase um vinho do Porto dos chás.

Luiz Horta conversa sobre chás com Luciana Fróes no Shopping Leblon – Mônica Imbuzeiro / Agência O Globo

Colega de mesa de Horta, a crítica de gastronomia do GLOBO, Luciana Fróes, deu sequência ao papo sobre comida falando sobre suas experiências com comida em viagens, revelando seus acertos e atropelos em trânsito.

– São quase duas decadas de gastronomia e de viagens. Nem tudo são borbulhas de champagnes safradas nessa vida de globe trotter gourmet. Na Alemanha, por exemplo, tomei litros e mais litros de cerveja, sem gostar, mas testemunhei o acontecimento que é a chegada dos aspargos frescos na primavera.

Fonte: O Globo

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